
Há inúmeros fatores positivos proporcionados pela web 2.0. Cada vez mais há, por exemplo, produtores de conteúdo; relações sociais são ampliadas etc. Porém, há também fatores negativos, que muitas vezes são ignorados. Segundo Alexander van Elsas, quesitos como segurança e privacidade dos dados são alguns fatores relegados em detrimentos de planos de negócios. Veja os cinco pontos listados por ele, acompanhados de algumas ponderações minhas.
1. Roubo de identidade
Roubar a identidade de alguém é mais fácil do que se pensa. Além disso, o Google tem uma memória de elefante. Podemos encontrar nomes, datas de nascimento, membros da família, histórico do trabalho, da escola etc. Da mesma forma é possível achar endereços de e-mail, informações de cartão de crédito… Isso pode ser utilizado para trotes on-line, para compras não requisitadas, dentre outras atividades. Vale lembrar que, apenas pesquisando em sites de busca, um hacker conseguiu encontrar os dados necessários para identificar a senha do e-mail no Yahoo! de Sarah Palin, então canditada à vice-previdência dos EUA pelo partido republicano.
2. Tudo que faz on-line pode ser usado contra você
Atividades antigas, do período do colégio, como postar fotos online; Pontos de vista sobre temas polêmicos, como política, religião, preferência sexual etc. Informações descontextualizadas ou opiniões que já não expressam suas posições atuais podem ser utilizadas de maneiras que não foram pensadas por você. Isso porque não temos controles sobre os dados sobre nós que estão armazenados na web. Há quem participe de comunidades no Orkut por gracejo mas que são avaliadas negativamente por headhunters. Para piorar, muitas pessoas fazem cadastros em diversos serviços on-line, mas não visitam novamente essas páginas, deixando vários dados expostos. O ideal seria proteger esses dados -já que as redes social procuram, de certa forma, melhorar seus sistemas de proteção à privacidade - ou simplesmente apagar algumas contas de serviços que não são utilizados.
3. As informações apontam para você
A idéia de anonimato na internet vai se tornando fantasiosa. Bancos de dados conseguem, muitas vezes, rastrear nossos passos. Ademais, muitas das atividades feitas on-line - como bater papo em comunicadores instantâneos, utilizar redes sociais e ler e-mails - necessitam de nossa identificação via login. Além disso, uma mesma empresa possui vários serviços que se comunicam entre si, o que facilita a coleta de informações sobre uma determinada pessoa.
4. Você não tem controle sobre seus dados de usuário
O valor dos sites da chamada Web 2.0 decorre, em grande parte, dos dados coletados sobre os usuários. Redes sociais, por exemplo, coletam essas informações - o que você faz, as atividades de seus amigos etc. - para incrementar suas receitas, oferecendo publicidade contextualizada. Entretanto, você pode proteger seus dados de outras pessoas que não estão adicionadas como seus contatos, mas não tem como proteger sua privacidade da rede de relacionamento, que coleta esses dados para fins que você desconhece.
5. Com quem você está falando?
Na internet, muitas vezes quantidade é confundida com qualidade. Nas redes sociais, por exemplo, adicionam-se vários amigos, que na verdade são meros contatos (alguns nem se tem certeza de quem realmente são). Isso se torna perigoso principalmente para usuários menos experientes de internet, crianças etc. Pode parecer uma discussão equivocada, mas num país em que há idosos que pedem ajuda a pessoas desconhecidas em caixas de auto-atendimento, o debate torna-se relevante.
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